O Torneio Apertura do Campeonato Argentino, previsto para começar hoje foi adiado em razão das dívidas de muitas equipes com jogadores.A federação determinou que os torneios das categorias profissionais começarão quando todos os clubes tiverem regularizado sua situação com o sindicato local de jogadores.
Segundo o presidente da AFA, Julio Grondona, seis das 20 equipes da primeira divisão têm dívidas com jogadores atualmente no elenco e com outros que já saíram.
O secretário-geral do sindicato de jogadores, Sergio Marchi, avisou aos dirigentes que, se as dívidas não forem pagas, o Apertura não poderia começar.
A imprensa argentina calcula que 30 clubes das três principais divisões devem aproximadamente R$ 20 milhões.
Cogitou-se até a possível compra, pelo governo da Argentina, dos direitos de transmissão do futebol pela TV, mas isso provocou uma reação da oposição à presidente Cristina Kirchner, que a fez desistir da idéia
O governo federal pretende apenas ser um mediador de um novo contrato que leve o campeonato nacional à TV aberta. A AFA avalia que o acordo não pode ser inferior a 500 milhões de pesos (R$ 240 milhões) anuais, embora creia que possa chegar a 600 milhões. Na terça, a AFA rompeu o contrato que perdurava havia 18 anos com a TSC, sociedade entre a empresa de marketing esportivo Torneos y Competencias e o Grupo Clarín. No período, as transmissões ficaram confinadas à TV paga. A dívida total dos clubes chega a 700 milhões de pesos (R$ 335 milhões) - quase a metade se refere a débitos com o fisco, que poderiam ser anistiados. Nesta temporada, a TSC (cujo contrato expirava em 2014 e previa o pagamento de R$ 110 milhões anuais) ofereceu um reajuste de 16%, considerado insuficiente por Grondona.Com a renegociação contratual, a AFA obteria incremento de 120% em relação ao que recebia pelo acordo anterior.
Vamos as comparações: no Brasil os times de futebol da Série A recebem, pelos direitos de transmissão em TV aberta e fechada, cerca de R$ 340 milhões anuais - considerado só o valor da TV aberta, caso da Argentina, são R$ 200 milhões.
Vale acrescentar a lista dos clube e suas dívidas com a União (INSS, FGTS, PIS, entre outros tributos) e ver que aqui o rombo é bem maior:
Flamengo - R$ 180 milhões
Botafogo - R$ 160 milhões
Fluminense - R$ 155 milhões
Portuguesa/SP - R$ 145 milhões
Atlético-MG - R$ 112 milhões
Grêmio - R$ 80 milhões
Vasco - R$ 70 milhões
Santos - R$ 62 milhões
São Paulo - R$ 43,2 milhões
Cruzeiro - R$ 32 milhões
Corinthians - R$ 30 milhões
Bahia - R$ 30 milhões
Palmeiras - R$ 27 milhões
Coritiba - R$ 20 milhões
Figueirense - R$ 6 milhões
Botafogo - R$ 160 milhões
Fluminense - R$ 155 milhões
Portuguesa/SP - R$ 145 milhões
Atlético-MG - R$ 112 milhões
Grêmio - R$ 80 milhões
Vasco - R$ 70 milhões
Santos - R$ 62 milhões
São Paulo - R$ 43,2 milhões
Cruzeiro - R$ 32 milhões
Corinthians - R$ 30 milhões
Bahia - R$ 30 milhões
Palmeiras - R$ 27 milhões
Coritiba - R$ 20 milhões
Figueirense - R$ 6 milhões
Em 2008, nosso governo federal ajudou a criar a Timemania, loteria que faz com que os clubes arrecadem dinheiro para quitar as dívidas. Dupla falta de sorte dos clubes argentinos, pois nosso futebol é bem melhor que o deles e nosso governo é bem mais generoso com erário do que o de lá.
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